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Omeprazol aumenta risco de cancro de estômago
O principal medicamento para tratar refluxo, azia e úlceras está ligado a um aumento de 250% de casos de cancro de estômago, segundo um estudo da Un

Estes resultados, apresentados num artigo publicado na passada segunda-feira na revista “Gut”, foram observados entre pacientes que usaram inibidor da bomba de protões, também conhecido como Omeprazol, por mais de três anos.


É importante alertar, porém, que este estudo é apenas de observação e que são necessários mais estudos. O número de pessoas que desenvolveram cancro de estômago não é tão grande quando comparado com o total de pessoas acompanhadas no estudo, por isso um aumento de 250% pode não ser tão assustador como parece inicialmente.

No estudo, os cientistas analisaram dados de residentes de Hong Kong, identificando 63.397 adultos tratados com uma combinação de inibidores e antibióticos para tratar uma infeção estomacal de Helicobacter pylori. Mais de metade da população mundial tem esta bactéria, que normalmente não causa problemas. Mas numa pequena percentagem de pessoas, a bactéria está relacionada com o cancro de estômago. Com a bactéria erradicada, os pacientes foram monitorizados por uma média de 7,5 anos. Neste período, 3.271 pessoas continuaram a tomar os inibidores por uma média de três anos, enquanto 21.729 usaram um medicamento alternativo, o anti-histamínico H2, que costumava ser o medicamento mais usado para tratar problemas estomacais entre as décadas de 1970 e 1990. Entre as pessoas que foram acompanhadas, 153 tiveram cancro de estômago, sendo que pacientes que usaram o inibidor tiveram 2,44 vezes mais probabilidades de ter o cancro quando comparados com os pacientes que usaram o anti-histamínico H2.

No estudo, os cientistas analisaram dados de residentes de Hong Kong, identificando 63.397 adultos tratados com uma combinação de inibidores e antibióticos para tratar uma infeção estomacal de Helicobacter pylori.

Mais de metade da população mundial tem esta bactéria, que normalmente não causa problemas. Mas numa pequena percentagem de pessoas, a bactéria está relacionada com o cancro de estômago. Com a bactéria erradicada, os pacientes foram monitorizados por uma média de 7,5 anos.

Neste período, 3.271 pessoas continuaram a tomar os inibidores por uma média de três anos, enquanto 21.729 usaram um medicamento alternativo, o anti-histamínico H2, que costumava ser o medicamento mais usado para tratar problemas estomacais entre as décadas de 1970 e 1990.

Entre as pessoas que foram acompanhadas, 153 tiveram cancro de estômago, sendo que pacientes que usaram o inibidor tiveram 2,44 vezes mais probabilidades de ter o cancro quando comparados com os pacientes que usaram o anti-histamínico H2.

A frequência do uso do inibidor e a duração do tratamento influenciaram o número de casos de cancro. O uso diário do inibidor está associado a 4,55 vezes mais risco de cancro, e quando era utilizado por mais de três anos este risco aumentava em oito vezes.

O anti-histamínico H2 foi substituído pelo inibidor de bomba de protões na década de 1990 porque causa muitos efeitos colaterais, como bradicardia, hipotensão, confusão e ansiedade, além das grandes interações com outros medicamentos.

Por isso, o H2 é utilizado apenas em pacientes que não respondem ao tratamento com inibidor ou que são intolerantes ao efeitos colaterais do remédio mais moderno.

Mesmo assim, este estudo com os pacientes de Hong Kong é importante para chamar a atenção de outros cientistas para a necessidade de uma maior investigação dos efeitos colaterais dos inibidores. Outros estudos de observação mostraram que o medicamento não deve ser usado em longo prazo.

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